FÓRMULA 1

Mercedes freia atualizações e admite dificuldade para acompanhar rivais na F1

Carro da Mercedes e Ferrai em disputa de pista, FOTO: Instagram @mercedesamgf1

A Mercedes começou a temporada 2026 dominando a Fórmula 1, mas viu a vantagem sobre as principais rivais diminuir nas últimas corridas. Segundo Toto Wolff, chefe da equipe, o ritmo menor de atualizações é um dos motivos para a perda de desempenho.

Nas seis primeiras etapas do campeonato, a Mercedes venceu todas as corridas. Nas seis seguintes, porém, conquistou apenas duas vitórias, enquanto McLaren e Ferrari passaram a se aproximar. Lando Norris, por exemplo, venceu os GPs da Hungria e da Holanda, as duas últimas provas antes e depois do Summer Break.

Wolff explicou que a equipe precisa distribuir os investimentos ao longo da temporada e, neste momento, não consegue acompanhar a quantidade de novidades levadas pelas concorrentes.

A Fórmula 1 trabalha com um teto de gastos de US$ 215 milhões para cada equipe em 2026, o que obriga os times a definir cuidadosamente quando e onde investir em novas peças.

Enquanto Mercedes e Williams estão entre as equipes que menos introduziram atualizações até aqui, McLaren e Ferrari aparecem entre as que mais modificaram seus carros. A equipe britânica, inclusive, apresentou novos componentes antes e depois da pausa e respondeu com duas vitórias consecutivas.

Apesar da dificuldade atual, Wolff indicou que a Mercedes guarda uma atualização importante para a parte final da temporada. A equipe ainda não definiu quando o pacote será levado às pistas.

A mudança também já é percebida por Kimi Antonelli, líder do campeonato. O italiano reconheceu que a Mercedes não tem mais o carro mais rápido do grid e avaliou que a equipe está atualmente atrás de McLaren e Ferrari em ritmo.

Mesmo assim, Antonelli mantém confiança no novo pacote de desenvolvimento. Com 12 etapas restantes, a disputa pelo campeonato agora também passa pela capacidade das equipes de evoluírem seus carros até o fim do ano.

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